Telégrafo, telegrama, água e frustração

Telégrafo, telegrama, água e frustração

Foto autor não identificado. 2008, O Cruzeiro da rua Esperidião Coimbra, Arq. Desconhecido

O telégrafo foi instalado em Macau e 22 de julho de 1895. Foi a sexta cidade a receber este meio de comunicação. Antes de Macau, somente as cidades de Natal [4/8/1878]. Mossoró [21/8/1879], Macaíba [17/7/1880], Angicos [15/9/1881] e Açu [12/12/1890] receberam o importante benefício. Em Areia Branca foi instalado logo depois de Macau, em 28/9/1895, dois meses depois, o que vai levar o meu amigo Chico de Neco Carteiro, o narrador das histórias de Areia Branca a não se conformar mais uma vez. Vai dizer que foi protecionismo. A informação é do livro A República Velha no Rio Grande do Norte, do professor Itamar de Souza, edição de EDUFRN de 2008. Em 23 de dezembro de 1949, o prefeito Albino Gonçalves de Melo, feliz como todos os macauenses, enviou o seguinte telegrama ao governador José Varela: “Tenho maior prazer comunicar vossencia, segundo poço praça Bandeira, profundidade 170 metros, jorrando água com abundância e perfeitamente potável. Povo radiante acontecimento louva benemérito governo vossencia que possibilitou tão ímpar benefício. Cordiais Saudações Albino Gonçalves de Melo, prefeito.” Segundo dizem macauenses da época, o poço jorrou menos de 10 dias. Com a manchete “Perfurado mais um poço tubular em Macau”, o jornal A Republica, de 24 de dezembro de 1949 noticiou o fato. A praça da Bandeira, onde foi perfurado o poço que acabou frustando os macauenses ficava no quadrilátero onde hoje estão o Cruzeiro, o prédio do INSS e a Escola Olavo do Vale.

Da equipe o baú de Macau.