Quadrilátero do Mercado

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Quadrilátero do Mercado

[*] Bevenuto Paiva

Quanto do teu passado está registrado no tempo, que é uma memória que não se delata. Tens um passado glorioso que a todos acolhias, pois o “sangue” que brotava em ti era atrativo para todos e sempre tiveste um sangue forte, pois assim era o teu comércio, visto que era a moeda forte que a todos atraia.

Foto autor não identificado, 1950?, Mercado velho, hoje CCAB, arquivo: Leão Neto

Na minha visão interior ainda vejo o fiscal Manoel Elói recebendo o imposto de todos que te usavam, assim como o dedicado zelador Manoel Trajano ora abrindo ora fechando,com a preocupação de tudo estar bem limpo. Parece que ainda vejo os verdureiros com os seus produtos em cima de uma esteira de palha de carnaúba, pois tudo era no chão. Depois com nova administração na Prefeitura é que foram construídas as bancadas novas nas bancas de cereais. Nessa época ainda não era calçada a frente que dá para o rio e nem a parte de trás das Quatro Bocas. Existia uma árvore perto da esquina onde uma pessoa vendia rolete de cana e um tipo de cachorro quente que era duas rodelas de peixe ensopada com verduras, tínhamos ainda as castanholas da casa de seu Caetano Mangia que eram vendidas por um tostão, Isto era uma rotina normal da praça do mercado.

Foto autor não identificado, 7/9/1936, Açougue no mercado, arquivo desconhecido

Nos dias de sábado a transformação era grande em volta de todo quadrilátero. Caminhões com cargas, com passageiros, carroças animais com cargas, animais para venda: carneiros, bodes, galinha, guiné, peru, nada voltava sem ter sido vendido; verduras, frutas, feijão, farinha. A praça do mercado era pequena para tanta gente e os que os traziam ficavam na extensão da rua Martins Ferreira.

[*] Pedro Bevenuto Paiva é macauense e colaborador deste sítio. Escreveu em  Natal em 18/09/11.

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