Asdfg, hjklç, recordações das escolas de datilografia

Asdfg, hjklç, recordações das escolas de datilografia

 

Foto autor não identificado, 1948, Formandas da Escola de Datilografia de Dona Maria das Dores, arquivo: Fernando A. M. Cavalcante

Desde Fortaleza, Fernando Cavalcante, macauense residente em Fortaleza e coordenador do site www.polopecemmatoes.com.br nos envia esta foto das memórias dos seus pais. A mãe, Maria das Dores é prima da professora Maura Bezerra.  Dona Maria das Dores, hoje com 90 anos, era dona e professora de uma escola de datilografia,  Na foto, ela está sentada, rodeada pelas alunas em dia de formatura. Era 1948 e muitos buscavam fazer o curso de datilografia para arrumar um emprego. Na década de 40 as mulheres buscavam ocupar seu espaço na sociedade. Havia um recato muito grande e por isso a ausência de decotes  e o comprimento das saias e vestidos. Os cabelos penteados ao modelo das atrizes americanas que viam nos filmes e na revista O Cruzeiro. Para conhecer melhor nossa cidade é preciso conhecer sua história. E a história também é conhecida olhando as velhas fotografias. Fazia uma diferença enorme possuir um curso de datilografia naquela época, bem mais que possuir um curso de informática nos dias de hoje.

 

imagem do site lisboacity.olx.pt

O amigo Bevenuto Paiva, articulista e colaborador assíduo deste sítio, dá o seu depoimento com relação ao curso de datilografia. Por esse tempo, ele tinha 15 anos e morava na rua Princesa Isabel. O curso de datilografia ficava na rua São José, na quadra onde hoje fica a Maçonaria. A professora chamava-se Sônia, Gonçalves ou Melo, ele não tem certeza. A máquina de escrever era uma Remington daquelas pretas, com as teclas bem separadas e o mecanismo de acionamento mais exposto.  Diz Bevenuto que o fato de possuir o curso de datilografia foi muito bom e mudou a sua vida na Marinha da Brasil .

Da equipe do baú de Macau