Das águas, em Macau, recordações.

Das águas, em Macau, recordações.

Foto autor não identificado, 1950?1960, Lancha Soledade, arquivo: Getulio Moura

No livro que será publicado pela Baú de Macau – Editora e Artes, Breve relato da história de Macau – Li, escutei e participei, do médico macauense Amaury de Medeiros Bezerra [1936-2000] ele fala sobre como a água era transportada até a década de 70. Diz o autor:  Essas águas eram trazidas  em ancoretas, pequeno vasilhame em forma de tonel, por jumentos. E também transportadas em latas de querosene. Nas latas de querosene, fixavam na borda superior um pedaço de madeira onde se colocavam um pedaço de corda, fazendo uma alça. Nessa alça passavam o  calão, pedaço de madeira de mais ou menos 1,20 metros  de comprimento, que o carregador apoiava no ombro, equilibrando os vasilhames d’água. Mais tarde vieram as roladeiras: barris de madeira que traziam rolando pelos caminhos. As  cacimbas de onde eram retiradas a água eram públicas, entretanto, haviam muitas particulares, cavadas e mantidas pelos donos.

No belo texto carregado de recordações sobre a rua Princesa Isabel do colaborador Bevenuto Paiva já publicado e disponível no link Literatura e Artes – b – Bevenuto Paiva, ele fala sobre Cícero de Guida que vendia água da Imburana.

Foto autor não identificado, 2008?, poço da Marechal, arquivo desconhecido

O colaborador deste sítio Zé de Hipólito recorda-se da cisterna do Seu Duca que ficava na rua Padre João Clemente em frente ao Ginásio do Padre, vizinho de Jorge Caiçara. Isso na década de 60.

Diz Helio Dantas na página 73 do seu livro Memória de Macau: Água potável: creio que quase todo mundo ainda se recorda do problema da água potável em Macau, vinda de Barreiras em botes pipas…