Canto para Macau, poesia de Gilberto Avelino (1928/2002]

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Gilberto Avelino 1928-2002Homenagem dos colaboradores do baú de Macau à memoria do poeta macauense Gilberto Avelino

Canto para Macau, da obra O navegador e o sextante editada em 1980

Acesse: https://youtu.be/DotkLmBCLSI

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Um canto para Macau do poeta José Saddock

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O poeta José Saddock nos envia este belíssimo canto para Macau.

Sal da terra
coração é bússola
que bate marés e sente rios
braços, moinhos
abraçando vento do mar
lembranças, veleiros
cruzando olhos molhados
não fosse poesia
eu diria: – queria
fosse canção de amor

ó ilha querida
pássaro pensamento
pousai novamente criança
correndo desertos, pulando poças
construindo pirâmides

JOSÉ SADDOCK DE ALBUQUERQUE, CATESADDOCK@BOL.COM.BR
www.saddockpoeta.bolgspot.com

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Haroldo de Almeida, cantor e compositor macauense

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Haroldo de Almeida, cantor e compositor macauense, irmão de Hianto de Almeida, compositor macauense e um dos precursores da bossa nova.

Haroldo de Almeida capaDisco Nosso Romance. Haroldo de Almeida Contra CapaNa contracapa a apresentação por Hianto de Almeida

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Veja também Haroldo de Almeida cantando Cansei de ter saudade, acessando:

https://www.youtube.com/watch?v=5CnG0FSfhEg

 

 

 

 

 

 

 

 

Acesse também o  site: http://raridadesmusicaisbrasileiras.blogspot.com.br/2013/10/haroldo-de-almeida-nosso-romance-sd.html

E também: http://parallelrealitiesmusic.blogspot.com.br/2014/07/haroldo-de-almeida-nosso-romance-1961.html

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O cantor Marrocos em Macau 2012

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O cantor Marrocos em Macau 2012

http://www.facebook.com/photo.php?v=350328448382358

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De Aparício Fernandes em Macau – canto de amor e saudade

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Lembranças 

 

E. Vale, 1936, sobrado onde morou Aparício Fernandes, arquivo

Meu pai foi o “Coronel” José Fernandes de Oliveira, [15-2-1874/1-1-1968], natural de Mamanguape, Paraíba, que, aliás, nunca foi militar. A “patente” era conferida pelo povo como sinal de respeito, às pessoas de prestígio nas localidades nordestinas da época. Embora meu pai nunca tenha tido características de político [ele jamais foi maleável], era o prefeito da cidade de Macau[RN], no ano em que nasci, além de ser também um próspero comerciante, agente de banco, dono de uma frota pesqueira e de um iate… que desastrosamente naufragou ao chocar-se contra uns arrecifes. Minha mãe, Verônica Fernandes de Oliveira, norte-rio-grandense de Jardim do Seridó [28-8-1896/21-1-1941], era um anjo de bondade, caridosa e benquista por todos. Dela guardo lembranças imprecisas, pois faleceu quando eu mal completava os 6 anos de idade. Lembro-me porém do infinito amor e carinho que ela dedicava a mim e a o meu irmão Maurício [seus dois filhos]. …  [página 8] Leia mais em:

Macau – Canto de Amor e Saudade de Aparício Fernandes, Campeão Gráfica Editora Ltda, 1984, RJ.

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Macau canto de amor e saudade

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Autor: Aparício Fernandes; Obras: Obra completa de Aparício Fernandes [1983]; Macau: canto de amor e saudade [1984]. Aparício Fernandes de Oliveira nasceu em Acari [RN] e viveu em Macau na infância e adolescência. Mudou-se para o Rio de Janeiro no começo da década de 50. É um dos organizadores da Coleção Trovas e Trovadores e da Coleção Trovas do Brasil. O pai do autor, José Fernandes de Oliveira foi nomeado prefeito de Macau em 1933. Na obra Macau – Canto de amor e saudade o autor fala de suas lembranças, da banda de música, do carnaval, dos esportes, etc. O autor também sugere a criação da Academia Macauense de Letras, a publicação de um livro sobre a história de Macau e propõe que haja na Biblioteca Municipal um seção com todos os livros escritos sobre Macau ou “com temas macauenses”.

 

 

 

 

 

 

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Religiosidade e fé na Macau dos sessenta: uma crônica de Nair Damasceno

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Mais uma vez transferindo quinquilharias do meu baú para o baú de Macau, dessa vez acompanhadas de joias verdadeiras que são os melhores votos de um ano promissor a toda a equipe do baú de Macau.

 Em busca das borboletas

 

Igreja Católica em Macau [RN], 2001

Igreja Católica em Macau [RN], 2001

Nunca encontrei em minha vida momento de tamanha beleza e grandiosidade como as missas solenes na Igreja de Nossa Senhora da Conceição em Macau no início da década de 1960. Meio século se passou, mas esses momentos ficaram registrados na minha mente como se fossem uma tatuagem permanente na minha alma e eu as reverencio como algo sagrado.

As Missas solenes aconteciam nos domingos de páscoa e no dia de NS dos Navegantes principalmente. (considero a igreja da Nossa Senhora da Conceição uma das mais bonitas que eu já vivi). O altar repleto de flores (com pouco mais de dez anos eu me perguntava de onde vinham flores naquela cidade seca e poeirenta); homens, mulheres e crianças, todos elegantemente vestidos transformavam os acessos à igreja numa verdadeira passarela de desfile de modas de fazer inveja aos melhores estilistas dos dias de hoje. Os sinos anunciavam o momento esperado por todos: o início da missa. A esquerda do altar, nos primeiros bancos, a Cruzada Infantil e logo após senhoras com fitas de cores e medalhas da sua congregação com seus rostos cheios de fé e devoção. No pequeno coro situado na parte posterior da igreja e em frente ao altar principal ficavam os alunos do canto orfeão do Ginásio Nossa Senhora da Conceição que após cansativos ensaios na quadra do Ginásio com os padres Penha e Zé Luiz acompanhavam em latim toda a liturgia. Os escoteiros em suas roupas de gala completavam o cenário.

Altar da Igreja católica de Macau[RN]. Década 1950

Altar da Igreja católica de Macau[RN]. Década 1950

Alguns sacristãos ajudavam a missa: eu lembro claramente de um chamado “Bosco”. Quando o carrilhão era acionado tínhamos a certeza que naquele momento supra sagrado todos os deuses, santos e anjos se faziam presentes ao altar e todos os nossos pecados eram perdoados. Quando a missa terminava a saudação dos foguetões e girândolas completavam aquele “momentum”.

Meio século é passado e o tempo se encarregou de transformar o casulo em borboleta sem dar importância à sua vida efêmera.

Hoje eu procuro sequiosamente pessoas com lembranças daquela época, então vasculho o meu baú e transfiro as minhas doces lembranças para o baú de Macau.

 

Nair Damasceno [ndapaiva@yahoo.com.br]

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Lourival Açucena em Macau, Rio Grande do Norte

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Lourival Acucena editaesNa escrita do romance Ninguém para a Coréia – episódio do internacionalismo proletário na Macau de 1950 – abri o capitulo 20 com a poesia de Lourival Açucena [Joaquim Edvirges de Melo Açucena  – 1837-1907]. Tinha poucas informações sobre o poeta, mas encantou-me os versos sobre a politicagem reinante e que ainda hoje prevalece em grande escala — políticos ludibriando eleitores e eleitores pensando em levar vantagem na eleição. O que eu não sabia é que o poeta morou em Macau por alguns anos exercendo a função de administrador da Mesa de Rendas Gerais por volta de 1886 e 1887.

O amigo Roberto Monte [www.dhnet.org.br] enviou-me uma cópia do jornal Tribuna do Norte de 12 de janeiro de 1964 contendo um artigo de Manoel Rodrigues de Melo sobre a presença de Lourival Açucena em Macau. Fui pesquisar no O Macauense [bn.gob.br] e deparei com a publicação [ver ilustração] de um edital — o poeta tem o título de capitão – sobre uma medida em favor da libertação dos escravos. Várias ações antiescravagistas antecederam o ato da abolição em 13 de maio de 1888.

Política [*]

–Já ouviu, Yayá?

Nas vésperas da eleição

Vão à casa do compadre,

Dão beijos no afilhado,

Rompem sedas á comadre…

E o pobre diabo

Entra na rascada

Tomando sopapos,

Servindo de escada,

Elles vão á Corte

E o compadre fica

Bebendo jucá

Ou doses de arnica.

Já ouviu Yaya?

 

[*]Glosa Glosarum – fesceninos, org. do poeta Celso da Silveira, Edições Clima, 1981, Natal[RN]

 

De Claudio Guerra para o baú de Macau

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Fandango: memorial dos cantares de Macau, por Horácio Paiva

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Cantares do fandango (memorial) Horácio Paiva, de Macau.

 

Canto do Calafate

 

 

Nau Catarineta, Macau-RN, década 1950

Nau Catarineta, Macau-RN, década 1950

calafatinho

calafeta o meu navio

calafatinho

calafeta o meu navio

que as ondas do mar

não são como as lá do rio

ondas do mar

não são como as lá do rio

 

 

 

Canto do Aprendiz

 

 

Fandango em Macau(RN) década 1950

Fandango em Macau(RN) década 1950

Rema que rema

eu não sei remar

rema de terra

que eu remo de mar

 

Rema que rema

eu não sei remar

rema de terra

que eu remo de mar

 

Rema de terra

senhor marinheiro

rema de terra

senhor marinheiro

 

Rema de terra

e serás o primeiro

rema de terra

e serás o primeiro

 

Canto do Gajeiro

 

Sobe sobe

meu gajeiro

gajeirinho leal

vê se avistas

terras d’Espanha

-  ô, tão lindas!  -

Areias de Portugal

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O Fandango e a Nau Catarineta [5]: Macau e as emoções do menino Horácio

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Gamboa das barcas  (O sopro da memória)

 

Fandango em Macau[RN] década 1950

Fandango em Macau[RN] década 1950

1950. Estou na Praça da Conceição, em Macau, e tenho cinco anos. No centro, próximo à coluna do centenário, armaram, para o fandango, uma grande barca de lona e madeira, a Nau Catarineta.

Assisto ao bailado, à opereta. Impressiono-me. Sucedem-se os cantares. A emoção cresce. Naquele momento dramático, mandam o gajeiro subir à alta gávea. O gajeiro é a esperança. O gajeiro, quase um menino como eu. Uma voz, como se fora a do capitão da nau, diz-lhe que suba, e entoa o canto:

Sobe, sobe

meu gajeiro

gajeirinho leal

vê se avistas terras d’Espanha

-  ô, tão lindas!  -

areias de Portugal.

 

Prendo a emoção. Mas não dá. Choro em silêncio, envergonhado. Lágrimas mudas.

 

                                                                                         Horácio Paiva

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